O caso de Mairinque

Depoimentos de Valmar José de Oliveira e colaboradores DSM

Segurança em saúde

Fazer os treinamentos oferecidos pela DSM é fundamental para evitar incidentes graves e para agir apropriadamente em situações de emergência. A seguir está o relato de Valmar José de Oliveira, prestador de serviços da Engecomp, que teve uma parada cardíaca e foi socorrido por uma equipe de colaboradores da unidade de Mairinque.

Transcrição do vídeo:

Quero agradecer a todos da DSM pelo apoio e carinho que os médicos tiveram comigo, aos brigadistas também que me socorreram ali.  

Eu quero agradecer porque graças a Deus, estou bem, com saúde, estou recuperando bastante em casa e com uma gratidão por estar com a minha vida, porque quase que eu fui… mas Deus é bom! Deus deixou as pessoas ali perto de mim, pra poder me socorrer na hora certa!  

E é o motivo de eu estar agradecendo, o motivo de deu estar recuperando bem e em casa, e feliz da vida com a minha família, e agradecer a todos da DSM! A equipe da DSM, a equipe Gcomp também, que sempre me ajudaram.  

Gratidão de coração! Muito obrigado a todos e uma boa tarde. 

Depoimentos dos colaboradores DSM:

Antonio Evilanio Alcantara Nepomuceno  

Meu nome é Antonio Evilanio Alcantara Nepomuceno. Faço parte do corpo de brigada da DSM e tenho treinamento em APH, ministrado pela empresa GEABS. 

No dia do acontecido, eu estava chegando para trabalhar e parei meu carro no estacionamento da fábrica. Foi quando vi o Valmar caído, ele estava acompanhado de um amigo de trabalho. 

Me apressei para chegar o mais rápido possível até ele e, neste momento, outro brigadista, o Armando, também se aproximou. Fizemos uma rápida avaliação do estado em que o Valmar se encontrava, e avaliamos que o mesmo estava em PCR (parada cardiorrespiratória), sem batimento cárdico e sem respiração. 

Pedi que o vigilante chamasse o apoio médico e iniciamos a RCP (reanimação cardiorrespiratória). Havia também um corte no supercílio esquerdo, de onde saía muito sangue. 

Com a chegada do apoio médico, foi necessário o uso de DEA (desfibrilador), e seguimos com os procedimentos, até a chegado do Samu. 

Murilo Passos 

Bem, me chamo Murilo Passos da Cruz e, sou médico do trabalho da DSM na unidade de Mairinque, desde julho de 2021.  

Eu estava no ambulatório médico da empresa, e iria iniciar uma consulta a um colaborador, quando fui informado, pela enfermeira Hellen, de que havíamos sido acionados para um atendimento emergencial a um colaborador, que estaria “passando mal” no estacionamento da empresa. 

Prontamente, ela pegou o DEA, desfibrilador automático, e nos deslocamos até o local, distante cerca de 100 metros de nosso ambulatório. Fomos correndo. 

Quando chegarmos ao local, percebemos que a situação era de extrema gravidade: colaborador estava no chão com perda de consciência, e testemunhas indicaram que ele caiu enquanto conversava com colega. Tratava-se de quadro de mal súbito, com inúmeras possíveis causas. Foi constatada ausência de movimentos respiratórios e de pulso (sem batimentos cardíacos).  

Iniciei RCP (ressuscitação cardiopulmonar), através de compressões torácicas (“massagem cardíaca”) e acionamos socorro ao SAMU. Seguimos com as manobras de compressão revezando com os brigadistas presentes, enquanto a enfermeira Hellen preparava o DEA. Brigadistas auxiliavam o tempo todo no atendimento, revezando nas compressões torácicas e auxiliando no manuseio dos equipamentos médicos disponíveis, bem como na manutenção da segurança do ambiente para os atendentes e demais.  

O DEA foi colocado no paciente (placas adesivas, que são eletrodos, são colocadas no paciente e fazem uma leitura da presença ou da ausência de ritmo cardíaco, indicando ou não o choque cardioversor, com objetivo de restabelecer atividade elétrica no coração para gerar contrações do musculo cardíaco) e indicou a aplicação do choque. Depois disso, seguimos com as compressões torácicas, e, após alguns instantes, constatamos que os batimentos cardíacos haviam retomado, bem como os movimentos respiratórios. Pouco tempo depois, a ambulância chegou ao local e levou-o para o pronto socorro. 

Não participei de nenhum treinamento específico da DSM, porém, a integração ao time de SHE, sendo-me apresentados os procedimentos e equipamentos existentes (brigadistas treinados, rádios comunicadores para os atendimentos emergenciais), foram fundamentais para o sucesso nessa ocorrência. 

Armando Melo de Souza  

Meu nome é Armando Melo de Sousa, sou operador de empilhadeira e trabalho aqui na produção da zootécnica na unidade de Mairinque há 5 anos, no turno das 17h às 2h.  

Ao chegar no estacionamento da empresa, por volta das 16h:07, eu vi o Valmar caindo no chão. De imediato parei a minha moto e fui prestar atendimento. Nisso, já em seguida chegou outro colega brigadista (Antonio Evilanio Alcântara Nepomuceno). Aí colocamos em prática o que aprendemos no curso de APH da Brigada DSM e verificamos que ele estava em PCR (parada cardio-respiratória). Iniciei a massagem e, logo em seguida, chegaram a enfermeira e o médico da empresa. Eles trouxeram o DEA (desfibrilador automático), eu usei o DEA nele e logo depois do choque o coração dele voltou a bater de novo.  

Mesmo assim, a recomendação era de que continuássemos a massagem. Fiz isso até a chegada da ambulância, ajudei a colocar o Valmar na maca e a maca na ambulância e depois foi só orar e rezar por ele., O que eu podia fazer de melhor eu fiz… 

Graças a Deus e ao conhecimento adquirido nos cursos da Brigada Avançada da DSM, hHoje ele está bem, ao lado da sua família. Nesse caso o tempo de resposta foi muito importante. Se fossemos esperar pela ambulância, o Valmar poderia não estar vivo. 

Sempre fui brigadista com muito prazer. Só aqui na DSM já são 5 anos, sem contar a experiência nas outras empresas por onde passei.  Poder ajudar ao próximo com esses conhecimentos e ainda ajudar a salvar uma vida, não tem preço. Não há nada que pague o prazer de ver o Valmar bem e ao lado da sua família. 

Otávio Danilo Carvalho de Mello 

Estava realizando uma breve reunião informal próximo do prédio administrativo. Ao ouvir o chamado no rádio comunicador sobre a ocorrência, fui de imediato até o local para realizar uma avaliação.  

Participaram do atendimento alguns brigadistas e a equipe de saúde da DSM. Realizei o isolamento da área da ocorrência, entrei em contato com o ambulatório médico explicando o cenário da ocorrência, entrei em contato com a equipe de resgate externo ao site (SAMU), levei todos os equipamentos para resgate no local e auxiliei a equipe de resgate nos atendimentos à vítima.  

Já participei de diversos treinamentos internos da DSM que foram fundamentais no socorro do colaborador Valmar. 

Hellen Mello Galvão 

Sou Enfermeira do Trabalho da unidade de Mairinque há 3 anos. No dia do incidente, eu estava no ambulatório médico fazendo os atendimentos periódicos, quando fui acionada, via rádio, na faixa de emergência, pela portaria, comunicando que um colaborador havia “desmaiado” próximo ao ponto dos fretados, do lado do estacionamento. 

Imediatamente respondi e perguntei se havia algum brigadista próximo para informar o código utilizado em emergências para definir a gravidade da ocorrência. Enquanto a comunicação via rádio estava ocorrendo, chamei o doutor Murilo, que estava em seu consultório, em atendimento, e pedi para seguir em direção à ocorrência enquanto eu pegava o DEA (desfibrilador portátil) e me direcionava rapidamente ao local. Também solicitei via rádio que fosse acionado atendimento externo. 

Ando com o DEA em todas as emergências para as quais sou acionada, independente do código de emergência informado. Segui todos os protocolos de emergência aprendidos em minha profissão, mantendo a calma. 

Os brigadistas demonstraram muita competência em suas ações devido aos treinamentos de APH (Atendimento pré-hospitalar) ministrados pela DSM. 

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